sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Avaliação do Ideb aponta avanços e cumprimento de metas de 2005 a 2011

Acompanhado do presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, do secretário de Educação Básica, César Callegari, e da presidente da Undime, Cleuza Repulho, o ministro Aloizio Mercadante explica os números do Ideb (foto: Fabiana Carvalho) A educação brasileira avançou nos últimos anos. É o que aponta o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de 2011. O Brasil, de acordo com os dados, atingiu as metas estabelecidas em todas as etapas do ensino básico — anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio.

Nos anos iniciais, o Ideb nacional alcançou 5,0. Ultrapassou não só a meta para 2011 (de 4,6), como também a proposta para 2013, que era de 4,9. Nessa etapa do ensino, a oferta é prioritariamente das redes municipais, que concentram 11,13 milhões de matrículas, quase 80% do total. O Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental da rede municipal foi calculado em 5.222 municípios. A meta para 2011 foi alcançada por 4.060 deles (77,5%).

Em 2005, quando o Ideb foi calculado pela primeira vez, 57,55% das crianças nos anos iniciais estavam matriculadas em escolas municipais de redes de ensino com avaliação abaixo de 3,8 — média nacional de então. Com a evolução consistente do indicador nos últimos anos, o percentual caiu para 17,09% em 2011. Em 2005, mais de 7,1 milhões de crianças estudavam nas escolas com o Ideb mais baixo (até 3,8). Esse número caiu para 1,9 milhão em 2011.

Com relação aos índices de avaliação mais elevados, ainda nos anos iniciais, consideradas as matrículas de redes municipais com Ideb acima da meta de 5,0, o registro era de 2,87% das crianças (cerca de 350 mil matrículas). Em 2011, o percentual saltou para 38,04%, com 4,2 milhões de estudantes acima da meta estabelecida.

Finais — Nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb nacional atingiu 4,1 em 2011 e ultrapassou a meta proposta, de 3,9. Considerada tão-somente a rede pública, o índice nacional chegou a 3,9 e também superou a meta, de 3,7.

Assim como nos anos iniciais, a evolução constante do Ideb nos anos finais do ensino fundamental garante o aumento da proporção de matrículas nas faixas de índice mais elevado. Em 2005, 56,20% dos estudantes da rede pública (7,5 milhões) concentravam-se em faixas de Ideb inferiores a 3,4. Em 2011, o percentual caiu para 26,59% (3,2 milhões de matrículas). Redes com Ideb acima de 4,5 atendiam pouco mais de 300 mil estudantes (2,44%). Agora, abrangem mais de 2 milhões (17,17% do total de matriculados).

De todos os municípios (cerca de 4,3 mil) submetidos à avaliação do Ideb para os anos finais do ensino fundamental, 62,5% atingiram as metas, que foram superadas também em todas as regiões do país.

Médio — Em termos nacionais, incluídos ensino público e particular, foi igualada em 2011 a meta para o ensino médio, de 3,7. O indicador é obtido pelas notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e pela taxa média de aprovação percentual.

Assessoria de Comunicação Social

Veja a apresentação do ministro Mercadante, durante coletiva à imprensa

Confira os dados por unidade da Federação, municípios e escolas

Confira o sistema do Ideb de 2011
Leia mais...
Ministro atribui evolução à ampliação dos investimentos
Palavras-chave: educação básica, Ideb
 
Fonte: http://www.portal.mec.gov.br/ 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Escola Adalice Realiza Homenagem aos Pais com Alunos do 6º ao 9º Ano















Nossa escola esteve realizando no dia 09 de Agosto de 2012 uma homenagem ao dia dos pais com a participação dos professores, estes deram tudo de si. Foi um evento maravilhoso, no qual os pais receberam brindes, participaram de brincadeiras e fizeram um delicioso lanche. Parabéns a todos os pais e obrigado a todos os professores e funcionários da escola que participaram de forma ativa nesta festividade. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A falta de esporte escolar no Brasil explica o seu fracasso nas Olimpíadas.



A falta de esporte escolar no Brasil explica o seu fracasso nas Olimpíadas. 

Por Mauro Alves da Silva

O Brasil é um dos poucos países que adota o ensino em meio período. Se não dá tempo sequer para o aluno aprender as disciplinas acadêmicas básicas, muito menos praticar atividades esportivas, culturais ou lúdicas...
Este modelo de “escola-motel”, escola de turnos inferiores a 4 horas, interessa a uma perversa elite branca, racista e ignorante que governa o Brasil há mais de 500 anos. Nossa escola pública, muito semelhante ao sistema prisional, ensina apenas o mínimo necessário para o povo se qualificar para os empregos com o menor nível de escolaridade... A elite econômica brasileira não permite um ensino público de boa qualidade porque não quer que o filho do pobre concorra com seus filhos às melhores universidades e nem aos melhores empregos.
Vale destacar que até mesmo a maior parte das escolas particulares brasileiras segue o falido modelo de “escola de meio período”, enganando até mesmo a classe média que se desdobra para pagar uma escola medíocre, cujo único diferencial em relação à escola pública é que os professores não faltam às aulas...Note-se que mesmo os alunos das escolas particulares têm desempenho piores do que alunos de escolas públicas da Europa ou dos EUA.
Esporte, cultura e atividades lúdicas (recreativas) regulares são oferecidas somente nas escolas particulares; e, ainda assim, mediante pagamento de taxas extras...
Lembramos que o Brasil permite que os gastos com educação particular sejam deduzidos integralmente do imposto de renda. Isto significa que todos os brasileiros pagam a escola particular, mas somente os filhos da elite econômica brasileira possam usufruir destas escolas particulares.
Sem ter uma escola que ofereça educação integral, em tempo integral, o brasileiro torna-se campeão em reprovação e abandono escolar.
Uma forma de atrair e manter o aluno na escola pública é justamente oferecer práticas esportivas, culturais e lúdicas. Mas isto exige escola integral de tempo integral, com professores em dedicação de tempo integral... .Exige a construção e a manutenção de quadras esportivas e até mesmo vestiários nas escolas públicas... Exige-se que a escola ofereça um almoço completo diário a cada aluno... Os alunos com bom aproveitamento terão atividades esportivas e culturais n segundo período, enquanto que os outros alunos terão aulas de reforço...
O modelo de escola integral em tempo integral é caro. Exige gestão escolar eficiente e controle externo para não haver desvios e nem fraudes. Mas este modelo é a única forma de atrair e manter o aluno na escola, de tal forma que o aluno tenha uma formação completa, uma formação compatível como que se é exigido de um país que é a quinta economia mundial e que aspira também estar entre os povos mais desenvolvidos.
Os centros de formação de atletas para competições de alta performa só se justifica em um país democrático se houver esporte escolar para todos, esporte escolar em escolas de tempo integral paratodos.
Para quem acha que o valor gasto com educação é muito alto, e que não valeria a pena gastar mais, o conselho e que estude e se informe sobre o custo da ignorância, custo este que fatalmente leva uma país à desindustrialização, à perda de empresa para países estrangeiros, e a perda de empregos, inclusive até mesmo a perda dos empregos desta mesma elite econômica que acha possível sobreviver em um país com trabalhadores semiescravizados e semialfabetizados por mais 500 anos.
Esperamos que nos próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro em 2016, o Brasil seja ouro em educação integral em tempo integral; e que nossos atletas orgulhosamente apresentem não só a conquista de medalhas olímpicas, mas também a conquista dos seus diplomas universitários.
São Paulo, 06 de agosto de 2012.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública.
http://movimentocoep.ning.com/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos e Política: um olhar sobre a edição de 1936



Imagem Cornelius Johnson conquista o ouro olímpico em 1936 e deflagra um princício de crise política dos Jogos: Hitler resolve não cumprimentar mais nenhum vencedor
Tradicionalmente, o que se transmite sobre os Jogos Olímpicos está associado unicamente ao esporte. No entanto, muitos interesses estão envolvidos num evento de tão grande porte. Às vésperas deste grande evento, vale a pena voltar há alguns anos, mais exatamente em 1936, nos Jogos Olímpicos realizados em Berlim.
A escolha da cidade alemã deu-se em 1931 em reunião para escolha do país sede de 1936, onde Berlim venceu Barcelona. Cinco anos mais tarde, justamente 1936, no palco dos Jogos Olímpicos, o nazismo imperava na cidade alemã, pois em 1933 o partido Nazi, de Hitler subia ao poder.
Conhecido por um regime antissemita, que atingiu especialmente judeus, Hitler mudou a aparência de seu governo na véspera dos Jogos, prometendo a realização de Jogos Olímpicos “sem racismo”, atitude que freou a ação de boicote aos Jogos que os Estados Unidos lideravam e já trazia consigo muitos simpatizantes.
Os episódios mais marcantes dos Jogos de Berlim envolvem exatamente um confronto de ordem racial, pois, devido às vitórias de dois negros norte-americanos, Cornelius Johnson, que venceu o salto em altura, e Jesse Owens, vencedor dos 100 m rasos, 200 m rasos, salto em distância e revezamento 4x100m, colocou-se em xeque, em pleno palco do nazismo, um dos principais ideias nazista que estavam associados à limpeza racial promovida contra judeus e negros, sob a justificativa da existência de uma raça superior – a raça ariana.

Imagem Jesse Owen vence quatro provas nos Jogos Olímpicos de 1936 e torna questionável o discurso nazista sobre a existência de uma raça superior, a raça ariana
A vitória de Cornelius Johnson destaca-se nesta história. No primeiro dia de competições do atletismo, Adolf Hitler havia cumprimentado dois atletas medalhistas de ouro, um finlandês e um alemão. A partir desta conduta, o Comitê Olimpico Internacional (COI) solicitou a Hitler que adotasse a postura de cumprimentar todos os vencedores ou nenhum deles, não podendo haver escolhas e preferências para as congratulações aos atletas. A partir desta solicitação, Hilter retira-se do estádio estando ausente no momento da vitória de Cornelius, evitando assim o cumprimento ao atleta negro norte-americano, preferindo adotar a postura de não participar da premiação dos vencedores, protegendo-se contra uma atitude declarada de preconceito caso não cumprimentasse algum atleta negro ou judeu que conquistasse uma medalha de ouro olímpica.
Essa atitude tentou mascarar o que mais tarde seria apresentada pelas políticas expansionistas da Alemanha e pela a perseguição aos judeus e a outros "inimigos do estado" que se intensificaram, culminando no Holocausto, um dos mais cruéis episódios da humanidade.
O olhar político dessa conduta mostra como os Jogos Olímpicos podem ser referência para uma análise política de fatos históricos, a partir da ótica do esporte.
Uma nova edição dos Jogos está batendo à nossa porta, e novas análises política poderão ser feitas durante todo o evento.
Que venham os Jogos Olímpicos de Londres, 2012!

A necessidade do sagrado

Imagem Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos
Racionais e, portanto, indagadores, os seres humanos são dotados de uma profunda necessidade, singular em toda a natureza conhecida, de acreditar em algo ou em alguma coisa que dê sentido à vida. Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos.

É claro que, como se sabe, o termo “sagrado” não é absoluto. Ao contrário, a dimensão da sacralidade não se apresenta na mesma forma sob todos os olhares, em todas as épocas e lugares. Aquilo que é considerado sagrado por um cristão pode muito bem não o ser para um hinduísta. Por sua vez, o que este considera sagrado também pode não o ser para um umbandista. E assim por diante. O domínio do sagrado depende, portanto, de perspectivas passíveis de serem situadas no tempo e no espaço. Os próprios cristãos, por exemplo, podem muito bem divergir enormemente entre si com relação ao que deveria ser considerado divino ou ordinário, caso contrário não haveria tantas denominações diferentes no interior do cristianismo, como a protestante e a católica. De qualquer modo, apesar de diferenças em maior ou menor grau que possam ser identificadas entre as perspectivas religiosas, a razão de ser do sagrado muito provavelmente é comum a todos os crentes: responder nossas questões existenciais mais básicas e sanar o sofrimento que eles são capazes de gerar.

A busca pelo sentido da existência e pela explicação da origem do universo levou os seres humanos a criarem sistemas de referências imutáveis e atemporais, compostos por entes como os deuses, os anjos, os espíritos, os demônios, o céu e o inferno. Entretanto, nada disso pode ser conhecido por intermédio dos sentidos, a não ser que tais entidades se revelem aos seres humanos por meio de milagres ou experiências sobrenaturais. É por isso que a busca do sagrado tende a ser acompanhada pela necessidade de se torna-lo tangível, passivo de ser visto, tocado, ouvido, cheirado ou deglutido.

A sacralização de objetos, lugares e ações ordinários faz parte da natureza de grande parte das religiões. Objetos como amuletos e crucifixos, por exemplo, são formas materiais, mas supostamente dotados de atributos espirituais, como a capacidade de proporcionar milagres dos mais variados tipos. O mesmo vale para determinados lugares, como templos e regiões naturais sagradas. Serve, também, para inúmeros ritos, como as santas-ceias e as cerimônias xamãs.

Nos dias de hoje, é curioso imaginar que objetos fabricados por robôs em escala industrial possam ser, de algum modo, dotados de propriedades sagradas. Mas o são, pelo menos a partir do exato momento em que são tocadas pelas mãos do religioso, que, desse modo, reforça sua fé no sobrenatural e silencia sua angústia existencial.

Fonte: www.clikideia.com.br

JOÃO PEDRO RORIZ É DESTAQUE NA 28ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DE CANOAS

Por Assessoria de Imprensa
 

João Pedro Roriz: muita interação e humor na Feira do Livro de Canoas
A convite da Editora Paulus,o escritor carioca João Pedro Roriz apresentou-se na manhã do dia 14 de junho na Feira do Livro de Canoas e foi prestigiado pela maior plateia, composta por aproximadamente 200 adolescentes. É o segundo ano consecutivo que o escritor participa do evento. Segundo o jornal local O TIMONEIRO, que deu destaque à participação do escritor na feira, Roriz “desenvolveu uma conversa animada e interativa com a plateia” e “combinou a sua experiência de palco com a arte literária”.

Jornal "O Timoneiro" deu destaque para a apresentação de João Pedro Roriz

    Durante a atividade, João Pedro Roriz interpretou poemas performáticos, falou sobre física quântica e abordou aspectos da vida profissional e acadêmica, sempre com muito bom humor. O escritor desafiou a plateia em jogos interativos e fez poemas de improviso com temas dados pelos espectadores. Os alunos da Escola Estadual Antônio Francisco Lisboa prestigiaram a palestra. A diretora da instituição de ensino, Patrícia Quintão, elogiou a interpretação do poema performático “Bullying – não quero ir pra escola” realizada pelo escritor:
    - Eu ri muito com o personagem e achei o tema (bullying) muito pertinente para os dias atuais.
  
Na hora dos autógrafos, o escritor recebeu o carinho dos leitores
Pelo Facebook do escritor, a professora Mabel Luiza Vieria elogiou a iniciativa de realizar palestras bem humoradas para adolescentes:
- O João Pedro Roriz fez uma apresentação muito animada para os nossos alunos. Sua criatividade e rapidez para criar poemas (de improviso) foram fascinantes. Os alunos amaram. Seu livro, “A Maldição de Hera”, foi muito bem comentado por aqueles que leram.
Ainda segundo a professora Mabel, atividades como essas realizadas pela Feira do Livro de Canoas, servem como estímulo para que os jovens tenham mais interesse pela leitura:
- Nem todos os autores dão a atenção que o João Pedro Roriz deu aos seus leitores. Obrigada por trazer cultura útil a essa geração tão desmotivada. É assim que vamos trabalhando e revertendo essa situação!
http://joaopedrororiz.com.br/site/wp-content/uploads/2012/06/COl-Lutherano-Sao-Paulo-palestra-de-Jo%C3%A3o-pedro-Roriz.jpg
Alunos do Colégio Luterano São Paulo se divertem com a palestra do escritor

É a terceira ida ao Rio Grande do Sul em apenas dois meses. Além da Feira de Canoas, o escritor realizou palestras em diversas escolas que adotaram seus livros nas cidades de Porto Alegre, Taquara, Esteio, Balneário Pinhal e Novo Hamburgo. No Colégio Imaculada Conceição, em Cachoeira do Sul, o escritor realizou a palestra "Para Gostar de Ler" para alunos do Fundamental, a Oficina de Sensibilização Literária para alunos do Ensino Médio e a palestra "O Prazer e o trabalho do Educador" para os professores.
João Pedro Roriz no Imaculada Conceição
João Pedro Roriz fala para os alunos do Imaculada Conceição
A diretora do Colégio Imaculada Conceição, Irmã Agatha Biesdorf, ficou muito satisfeita com o resultado prático alcançado com as atividades:
- Foi uma semana especial. Acima de tudo o que foi realizado, o trabalho do João Pedro é que teve maior repercussão  entre alunos, professores e os que de uma forma e ou outra tiveram algum contato, até mesmo pelo jornal e pela rádio. Fico feliz e grata e com certeza teremos outros encontros mais – salientou.
Os alunos da Instituição também se manifestaram através do Facebook do autor:
- Gostariamos de dizer que você realmente é um ótimo escritor e que você é um ótimo humorista. Adoramos você e queriamos dizer que se pudesses você poderia vir ao nosso colégio mais vezes. Obrigado!
Além de palestras motivacionais PRÓ-LEITURA para adolescentes, João Pedro Roriz realiza palestra dramatizada sobre BULLYING nas escolas, palestras MOTIVACIONAIS para PROFESSORES, contação de histórias para crianças entre outras atividades. Entre os livros lançados pelo autor estão "Chica da Silva" , "A Maldição de Hera" e os premiados "Gorrinho, uma loucura crônica" e "Eros e Psique".
Contatos com o autor:
(21) 3283-6501 / 8885-5069 / divulgacao@joaopedrororiz.com.br (Marcos Santos)
Conheça melhor o autor através do site www.joaopedrororiz.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Luiza Bairros destaca avanços institucionais para democratização da participação negra na sociedade


Lourenço Canuto Repórter da Agência Brasil Brasília - A ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), comemorou hoje (25) o que considera serem os primeiros avanços no campo institucional para a democratização da participação da população negra na sociedade. Ao conceder entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, no dia em que comemora o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (instituído em 25 de julho de 1992), Luiza Bairros citou a criação de cotas no ensino superior para a população negra como uma dos direitos mais importantes garantidos até o momento. A ministra lembrou também os dois anos de vigência do Estatuto da Igualdade Racial, sancionado no dia 20 de julho de 2010. A criação de cotas no ensino superior, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano, pode abrir caminho, na visão de Luiza Bairros, para a aprovação da reserva de vagas também nos concursos públicos, a nível federal. Segundo a Seppir, a medida já é adotada em municípios da Bahia, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul. Os percentuais de inclusão são distintos e incluem índios e mulheres negras em alguns municípios. Outra bandeira da secretaria, segundo Luiza Bairros, é a mobilização em torno da tramitação do projeto em andamento Congresso Nacional, que estende aos 7 milhões de trabalhadores do país, a maioria mulheres negras, os mesmos direitos assegurados à toda a classe trabalhadora. A ministra enfatizou também a importância da inclusão no currículo escolar, em 2003, de disciplina sobre a história e a cultura da África, focalizando os afrodescendentes brasileiros, que tiveram "papel relevante na colonização do Brasil, mesmo relegados à escravidão". Entre todas as iniciativas tomadas para assegurar a igualdade, na população brasileira, a ministra destacou a participação dos pais no processo educacional, conscientizando seus filhos sobre o respeito e a tolerância para com todas as raças. "O conhecimento é uma dimensão importante sobre a existência ou não de atitudes e mentalidades discriminatórias. Todos devem ter conhecimento do significado da presença negra no Brasil, que não existiria sem a contribuição da mão de obra africana". Luiza Bairros disse que, no entanto, nem tudo são conquistas. Segundo ela, tem havido problemas no uso da legislação para punir casos de racismo no país. Levantamento feito nos Tribunais de Justiça em todo o Brasil mostra que cerca de 60% dos casos de racismo levados a essas cortes "não conseguem ter desfecho de condenação, porque os juízes procuram relativizar as manifestações racistas e tratá-las como se não fossem a violência que representam''. Para a ministra, é preciso uniformizar a compreensão sobre o que é racismo, nas diferentes instâncias judiciárias. ''Eles procuram juízes enquadrar as queixas como casos de xingamentos ou de descontrole do infrator, sem levar em conta os efeitos danosos que as pessoas sofrem quando são vítimas do racismo. Nas cortes superiores, no entanto, percebemos que existe compreensão cada vez maior da existência do racismo na sociedade brasileira". Edição: Lana Cristina