segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos e Política: um olhar sobre a edição de 1936



Imagem Cornelius Johnson conquista o ouro olímpico em 1936 e deflagra um princício de crise política dos Jogos: Hitler resolve não cumprimentar mais nenhum vencedor
Tradicionalmente, o que se transmite sobre os Jogos Olímpicos está associado unicamente ao esporte. No entanto, muitos interesses estão envolvidos num evento de tão grande porte. Às vésperas deste grande evento, vale a pena voltar há alguns anos, mais exatamente em 1936, nos Jogos Olímpicos realizados em Berlim.
A escolha da cidade alemã deu-se em 1931 em reunião para escolha do país sede de 1936, onde Berlim venceu Barcelona. Cinco anos mais tarde, justamente 1936, no palco dos Jogos Olímpicos, o nazismo imperava na cidade alemã, pois em 1933 o partido Nazi, de Hitler subia ao poder.
Conhecido por um regime antissemita, que atingiu especialmente judeus, Hitler mudou a aparência de seu governo na véspera dos Jogos, prometendo a realização de Jogos Olímpicos “sem racismo”, atitude que freou a ação de boicote aos Jogos que os Estados Unidos lideravam e já trazia consigo muitos simpatizantes.
Os episódios mais marcantes dos Jogos de Berlim envolvem exatamente um confronto de ordem racial, pois, devido às vitórias de dois negros norte-americanos, Cornelius Johnson, que venceu o salto em altura, e Jesse Owens, vencedor dos 100 m rasos, 200 m rasos, salto em distância e revezamento 4x100m, colocou-se em xeque, em pleno palco do nazismo, um dos principais ideias nazista que estavam associados à limpeza racial promovida contra judeus e negros, sob a justificativa da existência de uma raça superior – a raça ariana.

Imagem Jesse Owen vence quatro provas nos Jogos Olímpicos de 1936 e torna questionável o discurso nazista sobre a existência de uma raça superior, a raça ariana
A vitória de Cornelius Johnson destaca-se nesta história. No primeiro dia de competições do atletismo, Adolf Hitler havia cumprimentado dois atletas medalhistas de ouro, um finlandês e um alemão. A partir desta conduta, o Comitê Olimpico Internacional (COI) solicitou a Hitler que adotasse a postura de cumprimentar todos os vencedores ou nenhum deles, não podendo haver escolhas e preferências para as congratulações aos atletas. A partir desta solicitação, Hilter retira-se do estádio estando ausente no momento da vitória de Cornelius, evitando assim o cumprimento ao atleta negro norte-americano, preferindo adotar a postura de não participar da premiação dos vencedores, protegendo-se contra uma atitude declarada de preconceito caso não cumprimentasse algum atleta negro ou judeu que conquistasse uma medalha de ouro olímpica.
Essa atitude tentou mascarar o que mais tarde seria apresentada pelas políticas expansionistas da Alemanha e pela a perseguição aos judeus e a outros "inimigos do estado" que se intensificaram, culminando no Holocausto, um dos mais cruéis episódios da humanidade.
O olhar político dessa conduta mostra como os Jogos Olímpicos podem ser referência para uma análise política de fatos históricos, a partir da ótica do esporte.
Uma nova edição dos Jogos está batendo à nossa porta, e novas análises política poderão ser feitas durante todo o evento.
Que venham os Jogos Olímpicos de Londres, 2012!

A necessidade do sagrado

Imagem Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos
Racionais e, portanto, indagadores, os seres humanos são dotados de uma profunda necessidade, singular em toda a natureza conhecida, de acreditar em algo ou em alguma coisa que dê sentido à vida. Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos.

É claro que, como se sabe, o termo “sagrado” não é absoluto. Ao contrário, a dimensão da sacralidade não se apresenta na mesma forma sob todos os olhares, em todas as épocas e lugares. Aquilo que é considerado sagrado por um cristão pode muito bem não o ser para um hinduísta. Por sua vez, o que este considera sagrado também pode não o ser para um umbandista. E assim por diante. O domínio do sagrado depende, portanto, de perspectivas passíveis de serem situadas no tempo e no espaço. Os próprios cristãos, por exemplo, podem muito bem divergir enormemente entre si com relação ao que deveria ser considerado divino ou ordinário, caso contrário não haveria tantas denominações diferentes no interior do cristianismo, como a protestante e a católica. De qualquer modo, apesar de diferenças em maior ou menor grau que possam ser identificadas entre as perspectivas religiosas, a razão de ser do sagrado muito provavelmente é comum a todos os crentes: responder nossas questões existenciais mais básicas e sanar o sofrimento que eles são capazes de gerar.

A busca pelo sentido da existência e pela explicação da origem do universo levou os seres humanos a criarem sistemas de referências imutáveis e atemporais, compostos por entes como os deuses, os anjos, os espíritos, os demônios, o céu e o inferno. Entretanto, nada disso pode ser conhecido por intermédio dos sentidos, a não ser que tais entidades se revelem aos seres humanos por meio de milagres ou experiências sobrenaturais. É por isso que a busca do sagrado tende a ser acompanhada pela necessidade de se torna-lo tangível, passivo de ser visto, tocado, ouvido, cheirado ou deglutido.

A sacralização de objetos, lugares e ações ordinários faz parte da natureza de grande parte das religiões. Objetos como amuletos e crucifixos, por exemplo, são formas materiais, mas supostamente dotados de atributos espirituais, como a capacidade de proporcionar milagres dos mais variados tipos. O mesmo vale para determinados lugares, como templos e regiões naturais sagradas. Serve, também, para inúmeros ritos, como as santas-ceias e as cerimônias xamãs.

Nos dias de hoje, é curioso imaginar que objetos fabricados por robôs em escala industrial possam ser, de algum modo, dotados de propriedades sagradas. Mas o são, pelo menos a partir do exato momento em que são tocadas pelas mãos do religioso, que, desse modo, reforça sua fé no sobrenatural e silencia sua angústia existencial.

Fonte: www.clikideia.com.br

JOÃO PEDRO RORIZ É DESTAQUE NA 28ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DE CANOAS

Por Assessoria de Imprensa
 

João Pedro Roriz: muita interação e humor na Feira do Livro de Canoas
A convite da Editora Paulus,o escritor carioca João Pedro Roriz apresentou-se na manhã do dia 14 de junho na Feira do Livro de Canoas e foi prestigiado pela maior plateia, composta por aproximadamente 200 adolescentes. É o segundo ano consecutivo que o escritor participa do evento. Segundo o jornal local O TIMONEIRO, que deu destaque à participação do escritor na feira, Roriz “desenvolveu uma conversa animada e interativa com a plateia” e “combinou a sua experiência de palco com a arte literária”.

Jornal "O Timoneiro" deu destaque para a apresentação de João Pedro Roriz

    Durante a atividade, João Pedro Roriz interpretou poemas performáticos, falou sobre física quântica e abordou aspectos da vida profissional e acadêmica, sempre com muito bom humor. O escritor desafiou a plateia em jogos interativos e fez poemas de improviso com temas dados pelos espectadores. Os alunos da Escola Estadual Antônio Francisco Lisboa prestigiaram a palestra. A diretora da instituição de ensino, Patrícia Quintão, elogiou a interpretação do poema performático “Bullying – não quero ir pra escola” realizada pelo escritor:
    - Eu ri muito com o personagem e achei o tema (bullying) muito pertinente para os dias atuais.
  
Na hora dos autógrafos, o escritor recebeu o carinho dos leitores
Pelo Facebook do escritor, a professora Mabel Luiza Vieria elogiou a iniciativa de realizar palestras bem humoradas para adolescentes:
- O João Pedro Roriz fez uma apresentação muito animada para os nossos alunos. Sua criatividade e rapidez para criar poemas (de improviso) foram fascinantes. Os alunos amaram. Seu livro, “A Maldição de Hera”, foi muito bem comentado por aqueles que leram.
Ainda segundo a professora Mabel, atividades como essas realizadas pela Feira do Livro de Canoas, servem como estímulo para que os jovens tenham mais interesse pela leitura:
- Nem todos os autores dão a atenção que o João Pedro Roriz deu aos seus leitores. Obrigada por trazer cultura útil a essa geração tão desmotivada. É assim que vamos trabalhando e revertendo essa situação!
http://joaopedrororiz.com.br/site/wp-content/uploads/2012/06/COl-Lutherano-Sao-Paulo-palestra-de-Jo%C3%A3o-pedro-Roriz.jpg
Alunos do Colégio Luterano São Paulo se divertem com a palestra do escritor

É a terceira ida ao Rio Grande do Sul em apenas dois meses. Além da Feira de Canoas, o escritor realizou palestras em diversas escolas que adotaram seus livros nas cidades de Porto Alegre, Taquara, Esteio, Balneário Pinhal e Novo Hamburgo. No Colégio Imaculada Conceição, em Cachoeira do Sul, o escritor realizou a palestra "Para Gostar de Ler" para alunos do Fundamental, a Oficina de Sensibilização Literária para alunos do Ensino Médio e a palestra "O Prazer e o trabalho do Educador" para os professores.
João Pedro Roriz no Imaculada Conceição
João Pedro Roriz fala para os alunos do Imaculada Conceição
A diretora do Colégio Imaculada Conceição, Irmã Agatha Biesdorf, ficou muito satisfeita com o resultado prático alcançado com as atividades:
- Foi uma semana especial. Acima de tudo o que foi realizado, o trabalho do João Pedro é que teve maior repercussão  entre alunos, professores e os que de uma forma e ou outra tiveram algum contato, até mesmo pelo jornal e pela rádio. Fico feliz e grata e com certeza teremos outros encontros mais – salientou.
Os alunos da Instituição também se manifestaram através do Facebook do autor:
- Gostariamos de dizer que você realmente é um ótimo escritor e que você é um ótimo humorista. Adoramos você e queriamos dizer que se pudesses você poderia vir ao nosso colégio mais vezes. Obrigado!
Além de palestras motivacionais PRÓ-LEITURA para adolescentes, João Pedro Roriz realiza palestra dramatizada sobre BULLYING nas escolas, palestras MOTIVACIONAIS para PROFESSORES, contação de histórias para crianças entre outras atividades. Entre os livros lançados pelo autor estão "Chica da Silva" , "A Maldição de Hera" e os premiados "Gorrinho, uma loucura crônica" e "Eros e Psique".
Contatos com o autor:
(21) 3283-6501 / 8885-5069 / divulgacao@joaopedrororiz.com.br (Marcos Santos)
Conheça melhor o autor através do site www.joaopedrororiz.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Luiza Bairros destaca avanços institucionais para democratização da participação negra na sociedade


Lourenço Canuto Repórter da Agência Brasil Brasília - A ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), comemorou hoje (25) o que considera serem os primeiros avanços no campo institucional para a democratização da participação da população negra na sociedade. Ao conceder entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, no dia em que comemora o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (instituído em 25 de julho de 1992), Luiza Bairros citou a criação de cotas no ensino superior para a população negra como uma dos direitos mais importantes garantidos até o momento. A ministra lembrou também os dois anos de vigência do Estatuto da Igualdade Racial, sancionado no dia 20 de julho de 2010. A criação de cotas no ensino superior, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano, pode abrir caminho, na visão de Luiza Bairros, para a aprovação da reserva de vagas também nos concursos públicos, a nível federal. Segundo a Seppir, a medida já é adotada em municípios da Bahia, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul. Os percentuais de inclusão são distintos e incluem índios e mulheres negras em alguns municípios. Outra bandeira da secretaria, segundo Luiza Bairros, é a mobilização em torno da tramitação do projeto em andamento Congresso Nacional, que estende aos 7 milhões de trabalhadores do país, a maioria mulheres negras, os mesmos direitos assegurados à toda a classe trabalhadora. A ministra enfatizou também a importância da inclusão no currículo escolar, em 2003, de disciplina sobre a história e a cultura da África, focalizando os afrodescendentes brasileiros, que tiveram "papel relevante na colonização do Brasil, mesmo relegados à escravidão". Entre todas as iniciativas tomadas para assegurar a igualdade, na população brasileira, a ministra destacou a participação dos pais no processo educacional, conscientizando seus filhos sobre o respeito e a tolerância para com todas as raças. "O conhecimento é uma dimensão importante sobre a existência ou não de atitudes e mentalidades discriminatórias. Todos devem ter conhecimento do significado da presença negra no Brasil, que não existiria sem a contribuição da mão de obra africana". Luiza Bairros disse que, no entanto, nem tudo são conquistas. Segundo ela, tem havido problemas no uso da legislação para punir casos de racismo no país. Levantamento feito nos Tribunais de Justiça em todo o Brasil mostra que cerca de 60% dos casos de racismo levados a essas cortes "não conseguem ter desfecho de condenação, porque os juízes procuram relativizar as manifestações racistas e tratá-las como se não fossem a violência que representam''. Para a ministra, é preciso uniformizar a compreensão sobre o que é racismo, nas diferentes instâncias judiciárias. ''Eles procuram juízes enquadrar as queixas como casos de xingamentos ou de descontrole do infrator, sem levar em conta os efeitos danosos que as pessoas sofrem quando são vítimas do racismo. Nas cortes superiores, no entanto, percebemos que existe compreensão cada vez maior da existência do racismo na sociedade brasileira". Edição: Lana Cristina

quarta-feira, 20 de junho de 2012

História das Festas Juninas

  As festas juninas tiveram origem no Egito Antigo
As festas juninas são muito antigas, anteriores inclusive ao cristianismo e - conseqüentemente - à Igreja Católica. Suas origens estão no Egito Antigo, onde nesta época era celebrado o início da colheita, cultuando os deuses do sol e da fertilidade.

Com o domínio do Império Romano sobre os egípcios, essa tradição foi espalhada pelo continente europeu, principalmente na Espanha e em Portugal. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, a festa mudou para homenagear o nascimento de São João Batista, que foi quem batizou Jesus.
Por ser colônia portuguesa, o Brasil herdou o costume, principalmente no Nordeste, em que os festejos coincidem com a colheita de milho. A data passou a parte do calendário católico, seguindo o exemplo de outras comemorações de dias santos, como o nascimento de Cristo (Natal) e sua morte (Páscoa).

As chamadas festas juninas reúnem as homenagens aos principais santos reverenciados no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. A época é marcada por brincadeiras, comidas típicas, dança e muita superstição, presentes nas simpatias juninas. É a hora de se vestir de caipira e aproveitar esta festa que é um misto de profana e religiosa.

Conheça mais sobre os anfitriões das festas:

Foto: Reprodução

Santo Antônio (13 de junho)

Além de casamenteiro, Santo Antônio é invocado para achar coisas perdidas. É uma prática comum, no dia em sua homenagem, os jovens fazerem simpatias e "adivinhações" para conquistar alguém ou descobrir quando irá se casar.
O padroeiro dos namorados era português, de uma família tradicional de Lisboa e foi ordenado sacerdote aos 23 anos. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões e se tornou Antônio quando ingressou na Ordem de São Francisco de Assis. Começou a fazer os primeiros milagres na África, onde foi pregar o evangelho. Morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231.

Essa é a razão da escolha do dia em sua homenagem. O local de sua morte tornou-se seu sobrenome, ficando então conhecido como Santo Antônio de Pádua.


Foto: Reprodução

São João (24 de junho)

Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.
Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.

Foto: Reprodução

São Pedro (29 de junho)

Este pescador tornou-se apóstolo e acompanhou todos os atos da vida de Jesus. O trabalho exercido antes de seguir o messias fez com que fosse considerado o santo dos pescadores. Ele é "O porteiro do céu".
A tradição popular interpreta uma passagem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te darei a chave do reino dos céus. A quem abrires será aberta. A quem fechares será fechada".

Assim como Santo Antônio, o dia em sua homenagem é o mesmo de sua morte, que aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se que tenha sido viúvo, um dos motivos para a devoção das viúvas ao santo. Também é costume acender fogueiras e realizar procissões em sua homenagem no dia 29 de junho.
Ritmos e danças típicas das festas juninas


Foto: Arquivo/DP

Quadrilha

De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.

O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.

A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.


Forró

Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.


Baião

Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.

A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.
Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Aluno Emanuel Carlos do 7º Ano da Escola Adalice Realiza Belo Trabalho com Cordel

Veja o Conteúdo Abaixo:

Escola Municipal Adalice Remígio Gomes
Ano 2012
Biografia em cordel 
Autor:Emanuel Carlos- 7º Ano)
                                                                Profª: Josenilda Cavalcante                                                                                                
Eu agora vou falar
Com grande inspiração
Do nosso Luiz Gonzaga
Que é o rei do baião
Grande artista, famoso
Que tenho admiração.

Antes dos dezoito anos
Teve primeira paixão
Nazarena o seu nome
E moça da região
Rejeitado pelo sogro
Não queria o genro não

Luiz partiu revoltado
Ao exército foi servir
Muitos anos se passaram
Sem querer voltar ali
Por causa daquele amor
Ele queria sumir.

Primeira contratação
Na Rádio  Nacional
Apresentou-se vestido
De vaqueiro bem bossal
Consagrou-se um artista
E muito especial.

No Programa do Ary
Já foi muito aplaudido
Cantando ”Vira e mexe”
E foi bastante ouvido
O sucesso lhe valeu
Um dia engrandecido.

Sabendo que sua amante
Ia virar mãe solteira
Assumiu paternidade
Foi essa grande maneira
Adotando Gonzaguinha
Foi um ato de grandeza.
  Do reencontro com o pai
Surgiu uma criação
O “ Respeita Januário”
Uma forte emoção
Na vida desse cantor
É grande composição.
                                                                                                   
Voltou e  casou em  Exu
 Pernambucana foi ela
Helena era o seu nome
Professora muito bela
Era dele secretária
Luiz gostou tanto dela.

O casal viveu bem junto
E ela sem engravidar
Adotaram uma menina
Eu também quero contar
O nome dela é Rosa
Foi dia de se alegrar.

Gonzaguinha a mãe perdeu
Helena não quis criar
A sorte que uns padrinhos
Aceitaram lhe apoiar
Um rapaz  complicado
Logo iria se tornar

Mas com o passar do tempo
Gonzaguinha despertou
Fez músicas pra Luiz
A coisa toda mudou
E pelo Brasil inteiro
Essa dupla viajou.

Luiz festas animava
Com forró bem popular
Inventor de melodias
Não dá nem para falar
Das suas famosas músicas
Asa branca é exemplar.

Morreu nosso Luiz
No Hospital Santa Joana
Na cidade do Recife
Capital pernambucana
Enterrado em Exu
Foi-se o filho de Santana.

Neste seu centenário
Temos que nos orgulhar
Deste artista famoso
Nordeste é o lugar
Quando toca o seu forró
O povo só quer dançar.


As Inscrições da Olimpiada de Lingua Portuguesa Foram prorrogadas